abril 18, 2004

Hoje vi Deus nosso Senhor, e ele salvou-me...

Cá estou eu de volta.
Na triste deambulação que fiz pelas discotecas locais, uma coisa imediatamente salta a vista, não... não falo do murro que me atingiu no sobrolho direito. Falo isso sim da desfaçates, sádismo, ignorância, estupidez, baixeza, putaria, e afins que atingem o bicho fêmea nos dias que correm. Passo a explicar:

PUTA QUE VOS PARIU!!!!!!!

Uma cerveja numa mão, porque macho que é macho bebe cerveja, a outra estratégicamente colocada no bolso das calças, como que convidando uma qualquer moçoila mais curiosa a inspeccionar material tão precioso e indomavel que precisa de uma mão sempre atenta, camisa estratégicamente indiscreta mostrando os pelos do peito, sinal de virilidade, calça bem vincada, de um tom amarelo vivo discreto, desbocando nuns sapatos alegres de matiz vivo. Estava de arrasar. Perspeccionava os olhares das gajas, languidos, desejosos, nada subtis na minha direcção. Hoje a noite era minha, e qualquer ideia de insucesso não se avizinhava. Toca a escolher o naco de bujon para esta noite...

Louras, morenas, algumas ruivas, outras incognitas, todas rebolavam na pista de dança, movimentos quentes, por ventura sensuais, mas sempre com foda escrita no rêgo... Movimentando as ancas em movimentos convidativos deambulei pelo recinto qual caçador aguardando a sua presa. Sabia que esta noite precisava apenas de um tiro, por isso fiz questão de primeiro escolher bem a vitima. De repente... Ali estava ela, serena e sóbria, discreta e virginal, com a sua mini-saia conseguindo mal tapar os pelos pudicos (publicos neste caso) de botas com tacão de 10 cm, finos e estreitos como a sua vagina prometia já ter sido, um trapo multi-color teimosamente tapando os bicos das mamas fartas que esbanjavam ternura e a promessa da necessidade d'um TAC caso não nos desviasse-mos atempadamente durante o "Ai Meu Deus!..." (letra maiscula para não ferir ainda mais que já viu o novo gibson). Era ela... Flor silvestre e doce, rosácea pueril de desejos inconfessaveis, remoendo-me os desejos mais incandescentes... Confessei-lhe ao ouvido os desejos inconfessaveis e a sua cara fez-me estremeçer... "Não percebeste? Pois está aqui muito barulho..." Ora foda-se, cada vez que uma puta nos faz sentir poeticos temos que estar ao pé da merda das colunas.... Não faz mal, repito qualquer coisa parecida, pensei eu. E assim o fiz. Um sorriso enigmatico, um olhar revirado, estou no bom caminho pensei eu de mim para ele, mas quando olhei na direcção para onde ela olhou, apenas vi um punho na minha direcção e juro que vi Deus!!!
Pelo menos quando acordei estava num sitio estranho com luz azul celeste revirando-se sobre as nuvens de algodão em que estava deitado, e a meu lado um homem de branco... Devia de ser Deus.

Publicado por 666 em 07:38 AM | Comentários (8) | TrackBack